A Credibilidade da Bíblia

A Credibilidade da Bíblia III

Bíblia Cânon

TESTE PARA A INCLUSÃO DE UM LIVRO NO CÂNON DO NOVO TESTAMENTO

” Parece muito melhor concordar com Gaussen, Warfield, Charles Hodge e a maioria dos protestantes em que o teste básico de canonicidade é a autoridade apostólica, ou a aprovação apostólica, e não simplesmente autoria apostólica.”

Há nas epístolas um constante reconhecimento de que na igreja só existe uma o fator básico para determinar a canonicidade do novo testamento foi a inspiração divina, e o principal teste da inspiração foi a apostolicidade.

Geisler e Nix detalham a respeito: “Na terminologia do Novo Testamento, a igreja foi edificada ‘sobre o fundamento dos apóstolos e profetas’ (Efésios 2:20). Os quais Cristo prometera que, pelo EspíritoSanto iriam guiar ‘a toda a verdade’ (João 16:13). Atos 2:42 diz que a igreja em Jerusalém perseverou ‘na doutrina dos apóstolos e na comunhão’. A palavra apostolicidade, conforme empregada para designar o teste de canonicidade, não significa obrigatoriamente ‘autoria apostólica’ nem ‘aquilo que foi preparado sob a direção dos apóstolos…” única autoridade absoluta; a autoridade do próprio Senhor.

Sempre que os apóstolos falam com autoridade, fazem-no exercendo a autoridade do Senhor.

Dessa forma, por exemplo, quando Paulo defende sua autoridade de apóstolo, baseia-se única e diretamente na comissão recebida do Senhor (Galatas 1 e 2); quando evoca o direito de regulamentar a vida da igreja, declara que sua palavra tem a autoridade do Senhor, mesmo quando nenhuma palavra específica do Senhor lhe tenha sido transmitida (1Coríntios 14:37; cf. 1Coríntios 7:10)…”

O único que, no Novo Testamento, fala com uma autoridade interna e que se impõe por si mesmo é o Senhor.”

Habitualmente, os Apóstolos fizeram referências ao Antigo testamento como autoridade divina (Rm.3.2,21; I Co.4.6; Rm.15.4; II Tm.3.15-17; II Pd.1.21). Igualmente, os Apóstolos baseavam os seus ensinos orais ou escritos na autoridade do Antigo Testamento (I Co.2.7-13; 14.17; I Ts.2.13; Ap.1.3).

E ainda, ordenavam que seus escritos fossem lidos publicamente (I Ts.5.27; Cl.4.16; II Ts.2.15; II Pd.1.15; 3.1-1). Portanto, era mais do que natural e lógico que a Literatura do Novo Testamento

fosse acrescentada à do Antigo Testamento, fazendo assim o Cânon doNovo Testamento.

No próprio Novo testamento se vê a íntima relação existente entre ambos os testamentos (Antigo e Novo). Veja-se em I Tm. 5.18; II Pd.3.1,2,16). Na época pós-apostólica, os escritos procedentes

dos apóstolos foram igualmente colecionados em um segundo volume do Cânon até se completar o que se cognomina hoje de Novo Testamento.

A coleção completa, fez-se vagarosamente e por várias razões. Alguns livros só eram reconhecidos como apostólicos em algumas igrejas; somente quando estes livros chegaram ao conhecimento de todas as igrejas e em todo o Império Romano, foi que foram realmente aceitos como sendo de autoridade Apostólica.

O processo adotado foi lento por causa do aparecimento de algumas literaturas apócrifas, heréticas e portanto, espúrias, com o intuito de ensinar outras doutrinas não cristãs. Apesar desta lentidão, os livros foram aceitos e considerados canônicos por serem de autoria Apostólica.

Apesar da formação do Novo Testamento em um só volume de livros ter sido morosa, nunca deixou de existir a crença de se tratar de um compêndio de regra de fé primitiva e Apostólica. A história da formação do Cânon do Novo Testamento serve para mostrar como se chegou gradualmente a conhecer e reconhecer estes mesmos livros como inspirados por Deus.

As diferenças de opinião acerca de quais livros seriam aceitos como canônicos, foram constatadas nos escritos das igrejas ao longo do segundo século de nossa era.

OS LIVROS CANÔNICOS DO NOVO TESTAMENTO

Há três razões que mostram a necessidade de se definir o cânon do Novo Testamento.

A Credibilidade da Bíblia

1)Um herege, Marcião (cerca de 140 A.D.), desenvolveu seu próprio cânon e começou a divulgá-lo. A igreja precisava contrabalançar essa influência decidindo qual era o verdadeiro cânon das

Escrituras do Novo Testamento.

2)Muitas igrejas orientais estavam empregando nos cultos livros que eram claramente espúrios. Isso requeria uma decisão concernente ao cânon.

3)O edito de Diocleciano (303 A.D.) determinou a destruição dos livros sagrados dos cristãos. Quem desejava morrer por um simples livro religioso? Eles precisavam saber quais eram os verdadeiros livros.

Atanásio de Alexandria (367 A.D.) nos apresenta a mais antiga lista de livros do Novo Testamento que é exatamente igual à nossa atual. A

lista faz parte do texto de uma carta comemorativa escrita às igrejas.

Logo após atanásio, dois escritores, Jerônimo e Agostinho, definiram o cânon de 27 livros.

Policarpo (115 A.D.), Clemente e outros referem-se aos livros do Antigo e do Novo Testamento com a expressão “como está escrito nas Escrituras”.

Justino Mártir (100-165 A.D.), referindo-se à Eucaristia, escreve em primeira Apologia 1.67: “E no Domingo todos aqueles que vivem nas cidades ou no campo se reúnem num só local, e, durante o tempo que for possível, lêem-se as memórias dos apóstolos ou escritos dos profetas.

Então, quando o leitor termina a leitura, o presidente faz uma admoestação e um convite a que todos imitem essas boas coisas”.

Irineu (180 A.D).F.F. Bruce escreveu acerca do significado de Irineu:

“A importância de Irineu está no seu vínculo com a era apostólica e nos

10seus relacionamentos ecumênicos. Educado na Ásia menor, aos pés de Policarpo, o discípulo de João, Irineu tornou-se bispo de Lion, Gália, em 180 A.D. Seus escritos confirmam o reconhecimento canônico dos quatro evangelhos, Atos, Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Timóteo, Tito, 1 Pedro e 1 João e Apocalipse.

Inácio (50-115 A.D.): “Não quero dar-lhes mandamentos tal como fizeram Pedro e Paulo; eles foram apóstolos…” (Aos Tralianos 3.3).

Os concílios da igreja. É uma situação bastante parecida com a do Antigo Testamento (veja capítulo 3, 6C, o concílio de Jâmnia).

F.F. Bruce afirma que “quando finalmente um concílio da igreja – o sínodo de Hipona (393 A.D.) – elaborou uma lista dos vinte e sete livros do Novo Testamento, não conferiu-lhes qualquer autoridade que já não possuíssem, mas simplesmente registrou a canonicidade previamente estabelecida.

Desde então não tem havido qualquer restrição séria aos 27 livros aceitos do Novo Testamento, quer por católico – romanos quer por protestantes.

OS APÓCRIFOS DO NOVO TESTAMENTO

A Epistola de pseudo – Barnabé (cerca de 70-79 A.D.)

Epístola aos Coríntios (cerca de 96 A.D.)

Antiga Homília, também chamada Segunda Epístola de Clemente (cerca de 20-140 A.D.)

Pastor de Hermas (cerca de 115-140 A.D.)

Didaquê, ou o Ensino dos Doze Apóstolos (cerca de 100-120 A.D.)

Apocalipse de Pedro (cerca de 150 A.D.)

Os Atos de Paulo e Tecla (170 A.D.)

Epístola aos Laodicenses (século quarto?)

O Evangelhos Segundo os Hebreus (65-100 A.D.)

As Sete Epístolas de Inácio 9cerca de 100 A.D.)

E muitos outros.

1.C OS LIVROS APÓCRIFOS FORAM OU NÃO INSPIRADOS ?

Você poderia dizer: Já que você diz que os apócrifos não foram inspirados, então me dê provas. Pois bem, o problema dos livros apócrifos cresce de importância, na medida em que a Igreja Católica Romana afirma que a Bíblia dos Evangélicos é falsa; justamente a partir do fato da

não aceitação dos tais livros apócrifos, e que, por via de conseqüência, é a Bíblia dos católicos a que é realmente verdadeira e canônica.

Veja bem! O Cânon dos Judeus foi aceito pela comunidade cristã e consiste nos mesmos livros que aparecem nas Bíblias dos Evangélicos, num total de 39 livros no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento, perfazendo assim um total de 66 livros e não 73 como pretende a igreja Católica Romana, a partir da inclusão dos apócrifos.

Os 66 livros existentes nas Bíblias Evangélicas foram aprovados pelos judeus, pela Igreja Primitiva e inclusive, pela própria Igreja Católica Romana em alguns dos seus Concílios, tais como:

  1. O Concílio de Damause I (366 a 384 A.D.)

  2. O Concílio de Inocente I (402 a 417 A.D.)

  3. O Concílio de Gelasius I (492 a 496 A.D.)

  4. O Concílio de Hermidas (520 a 523 A.D.)

  5. O Concílio de Laodicéia (363 A.D.)

  6. O Concílio de Hipo (393 A.D.)

  7. O Concílio de Cartago (397 A.D.)

  8. O Concílio de Florença (1441 A.D.)

Em todos estes Concílios, os livros aceitos como canônicos foram os mesmos 66 que constam nas Bíblias Evangélicas, e não os 73 constantes das Bíblias Católicas. Porém, no Concílio de Trento, em 1546, depois da reforma Protestante (Lutero) foi que a Igreja Católica Romana decidiu incluir os tais 7 livros apócrifos e alguns fragmentos aos livros de Ester e Daniel.

Ora, o Cânon, ou seja, as Escrituras medidas e achadas certas, foi estabelecido pelos judeus que

examinaram os livros e os acharam conforme a inspiração divina. Depois daquele exame, os mesmos sábios separaram alguns livros e os consideraram apócrifos, espúrios, falsos, justamente por não se enquadrarem dentro das normas pré-estabelecidas para a sua canonicidade.

Quando se lê qualquer um dos livros apócrifos, logo se nota as fantasias ali colocadas. Consideramos um absurdo, por exemplo, o fato do autor pedir perdão pelo que escreveu, como se nota num dos apócrifos

(Eclesiástico).

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