Ser o último é para aqueles que conhecem o seu lugar…

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Quem de nós, caríssimos irmãos, desejará de fato e com sinceridade o último lugar? Qual de nós terá a coragem de admitir que estar fora do primeiro lugar é não perder privilégios, fama, fortuna, reconhecimento, mas colocar-se no devido lugar que merece estar?

Ocupar outro lugar que não seja o primeiro não é tarefa fácil e agradável, visto que o mundo e a sociedade hodierna condenam, rebaixam e discriminam quem não está em destaque, acima de outros. Diz o mundo: “O primeiro lugar é tudo; o segundo não é nada!”

Mas, que dizer de pessoas que entendendo a grandeza de estar incógnito, ainda assim, coopera poderosamente para a construção de um mundo mais santo, mais justo, melhor e mais humano?

Que dizer dos milhares de homens e mulheres que competiram pelos séculos passados em corridas injustas contra uma sociedade injusta, para alcançar um prêmio que aos olhos desta mesma sociedade era abominação, castigo e morte?

Que pensar, caríssimos, dos muitos homens e mulheres que entraram em uma arena e em uma luta desigual contra bestas feras famintas, ou contra homens desalmados e bem armados?, que verteram seu sangue inocente por uma causa que aparentemente era inglória e perdida?

É preciso não compactuar com o pecado e morrer se preciso for…

Pessoas, homens e mulheres e também muitas crianças, adolescentes e jovens, viram-se impelidas a confrontar-se com adversários em número maior e mais preparados e fortes, porque decidiram não compactuar com o estado de pecado em que viviam e enfrentaram-nos corajosamente, disputando o último lugar. A estes heroicos atletas do passado, e para nós, deste século, o Apóstolo Paulo ensina: “… Correi de tal maneira que o alcanceis”(o prêmio) (1Cor. 9,24).

Para viver ou morrer por Cristo, precisamos nos preparar para ser dignos de tal glória.