Quando dormimos espiritualmente, nossa alma morre para a eternidade

Texto Bíblico: Lucas 15.18

1. Causas de inércia espiritual:
Falta de tempo para as coisas relativas a deus:

• Estudo bíblico – alimento para a alma;
• Oração pessoal – diálogo com quem deseja ouvir-nos sempre;
• Silêncio em Deus – ouvir quem deseja falar conosco sempre;
• Testemunhar sempre – declarar as maravilhas que Ele nos faz;

2. Como sair desta prostração espiritual?
O filho pródigo: Lucas 15.11-32

Primeiro passo: erguer-se;
Segundo passo: voltar para o pai;
Terceiro passo: reconhecer que errou e por isso está sofrendo;
Quarto passo: humilhar-se diante do pai aceitando seu amor;
Quinto passo: propor-se a não mais deixar a casa paterna.

3. Compreendamos algumas coisas importantes:
A) Casa paterna: não é a igreja; não é nossa casa. Mas um espaço espiritual, um relacionamento que construímos com Deus o nosso pai, através da meditação de sua palavra, da oração e do amor ao próximo. Assim como o céu não é um espaço físico, o estabelecimento da casa Paterna em nossa vida também não é físico, mas espiritual. Ou seja: Deus se revela a quem se revela a Ele como exatamente é – humano e espiritual. Então Ele que é espírito se revela no humano que se espiritualiza dia a dia.

B) A inércia ou prostração espiritual está relacionada não ao ativismo religioso ou à muita prática religiosa. Mas está relacionada ao afastamento de Deus e do seu amor. Podemos estar sempre na igreja e não ter vida de intimidade com Deus. Assim como podemos estar fora delae ser um com Ele. Jesus diz: “porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração”(Mt. 6.1).

E onde está o teu tesouro? Na igreja, no ativismo, na prática religiosa ou em Deus?

C) Deus não precisa de empregados ou quem trabalhe por Ele. Mas de amigos que desejem trabalhar a seu lado. “já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constitui para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constitui, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vos conceda. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.” (João15.15-17);

Quem somos na verdade? Servos que não sabe o que faz o seu Senhor? Trabalhadores da primeira, da segunda ou da ultima hora mendigando um salário medíocre; ou um amigo que sabe o que seu Senhor tem no coração e o que receberá de suas mãos como recompensa?

D) Fomos criados e chamados a dar frutos e frutos que permaneçam João15.15-17). Estes frutos têm que ser produzidos independentemente de onde estejamos plantados.

A igreja está altamente contaminada pelo conceito humano/materialista do comodismo: se ninguém faz nada, porque eu devo fazer? Afinal, que tenho com o estado em que o mundo se encontra?

Jesus nos diz:”A vós foi dado conhecer os mistérios do reino de Deus” (Mateus 13.11). Ou seja: somos obrigados por força do batismo a ir e dar frutos. Não podemos ignorar o chamado de Deus para colaborar com Ele na obra de seu Reino aqui na terra.

O mundo está assim desprovido de fé, e seriamente materialista, porque muitos estão de braços cruzados esperando que alguém vá e faça também sua parte!

O apelo de Deus ao profeta Isaías no começo de sua carreira, ecoa em nossos ouvidos ainda hoje: “a quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim” (Isaías 6.8).

Para refletir:
1 – O que hoje falta em sua ida?
2 – Que realidade você vive hoje: inércia, prostração ou ativismo religioso?
3 – Qual é o seu relacionamento com Deus? Um empregado, um mendigo, ou um amigo que conhece o outro, que é o Senhor?
4 – Se temos falta de algo em nossa vida; se vivemos inertes, se nossos relacionamentos com deus não estão lá estas coisas, o que fazer?
5 – Refazer nossa vida em cinco passos:

Primeiro passo: erguer-se;
Segundo passo: voltar para o pai;
Terceiro passo: reconhecer que errou e por isso está sofrendo;
Quarto passo: humilhar-se diante do pai aceitando seu amor;
Quinto passo: propor-se a não mais deixar a casa paterna.