A Credibilidade da Bíblia

A Credibilidade da Bíblia II

Bíblia

VEJAMOS AGORA CADA UM DESSES CRITÉRIOS SEPARADAMENTE:

1. A AUTORIDADE DE UM LIVRO 

Cada livro da Bíblia traz uma reivindicação de autoridade divina. A expressão “Assim diz o Senhor” está presente na Bíblia com freqüência. Sempre existe uma declaração divina. Se faltasse a um livro a Autoridade de Deus, esse era considerado não canônico , não sendo incluído no cânon sagrado.
Os livros dos profetas eram facilmente reconhecidos como canônicos por esse princípio de autoridade.

A expressão repetida “e o Senhor me disse” ou  “a palavra do Senhor veio a mim” é evidência abundante de
sua autoridade divina. Alguns livros não tinham reivindicação de origem divina, pelo qual foram rejeitados e tidos como não canônicos. Talvez tenha sido o caso do livro dos justos e do livro da guerra do Senhor.

Outros livros foram questionados e desafiados quanto a sua autoridade divina, mas por fim foram aceitos no cânon, como o livro de Ester. Na verdade, o simples fato de alguns livros canônicos serem questionados quanto a sua legitimidade é uma segurança de que os crentes usavam seu discernimento. Se os crentes não estivessem convencidos da autoridade divina de um livro, este era rejeitado.

2. A AUTORIA PROFÉTICA DE UM LIVRO

Os livros proféticos só foram produzidos pela atuação do Espírito, que moveu alguns homens conhecidos como profetas. (II Pe. 1:10-21). A palavra de Deus só foi entregue a seu povo mediante os profetas de Deus.
Todos os autores bíblicos tinham um Dom profético, ou uma função profética, ainda que tal pessoa não fosse profeta por ocupação. (Hb. 1:1).
Paulo exorta o povo de Deus em Gálatas, dizendo que suas cartas deveriam ser aceitas porque ele era apóstolo de Paulo. Isto porque todos os livros que não proviam por profetas nomeados por Deus, deveriam ser rejeitados.

Os crentes não deviam aceitar livros de alguém que falsamente afirmasse ser apóstolo de Cristo (II Ts. 2:2). Note que a Segunda carta de Pedro foi objetada por alguns da igreja primitiva. Por isso enquanto os
pais da igreja não ficaram convencidos de que essa não havia sido forjada, mas de fato viera da mão do apóstolo Pedro, como seu versículoo menciona, ela não recebeu lugar permanente no cânon cristão.

3. A CONFIABILIDADE DE UM LIVRO

Outro sinal característico da inspiração é o ser um livro digno de confiança.
A vista desse princípio, os crentes de Beréia aceitaram os ensinos de Paulo e pesquisaram as Escrituras, para verificar se o que o apóstolo estava ensinando, estava de fato de acordo com a revelação de Deus no
Antigo Testamento.

O mero fato de um texto estar de acordo com uma revelação anterior não indica que tal texto é inspirado. Grande parte dos apócrifos foi rejeitada por causa do princípio da confiabilidade. Suas anomalias históricas e heresias teológicas os rejeitaram; seriam impossível aceitá-las como vindos de Deus; a despeito de sua aparência de autorizados. Não podiam vir de Deus e ao mesmo tempo apresentar erros.
Alguns livros canônicos foram questionados a base nesse mesmo princípio como a carta de Judas e a de Tiago.

4. A NATUREZA DINÂMICA DE UM LIVRO

O quarto teste canonicidade, era a capacidade do texto de transforma vidas: “… A palavra de Deus é viva e eficaz…” (Hb. 4:12) O resultado é que ela pode ser usada “para ensinar, para repreender, para corrigir, para
instruir, em justiça” (II Tm. 3:16-17).
O apóstolo Paulo revelou-nos que a habilidade dinâmica das escrituras inspiradas estava na aceitação das Escrituras, como um todo, como mostra em II Timóteo 3:16-17. Disse Paulo a Timóteo :” as Sagradas
Escrituras podem fazer-te sábio para a Salvação. A partir daí, outros livros e mensagens foram rejeitados porque apresentavam falsas esperanças.
(1Rs. 22:6-8) ou faziam rugir alarmes falsos (II Ts. 2:2).

5. A ACEITAÇÃO DE UM LIVRO

A Marca final de um documento escrito autorizado é seu reconhecimento pelo povo de Deus ao qual originalmente se havia destinado.
A palavra de Deus, dada mediante seus profetas, e contendo sua verdade, deve ser reconhecida pelo seu povo. Se determinado livro fosse recebido, coligido e usado como força de Deus, pelas pessoas a quem
originariamente se havia destinado, ficava comprovada a sua canonicidade.

Sendo o sistema de transportes atrasado como era nos tempos antigos, às vezes a determinação da canonicidade de um livro da parte dos pais da igreja exigia muito tempo e esforço. É por essa razão
que o reconhecimento definitivo completo, por toda a igreja cristã, dos 66 livros do cânon das Bíblia exigiu tantos anos.
Os livros de Moisés foram aceitos imediatamente pelo povo de Deus. As cartas de Paulo foram recebidas imediatamente, recebidas pelas igrejas às quais haviam sido dirigidas (I Ts. 12:13), e até pelos demais apóstolos (II Pe. 3:16).

Já alguns escritos foram rejeitados pelo povo de Deus, por não apresentarem autoridade divina. Esse princípio de aceitação levou alguns a questionar durante algum tempo certos livros da Bíblia, como 2 e
III João são de natureza particular e de circulação restrita; É compreensível, pois que houvesse alguma relutância em aceitá-los, até que essas pessoas em dúvida tivessem absoluta certeza de que tais livros
haviam sido recebidos pelo povo de Deus do século como cartas do apóstolo João.

* PRINCÍPIOS QUE FORMARAM O CÂNON:

A Credibilidade da Biblia

a)Sua circulação universal – Alguns livros jamais foram aceitos por falta de circulação, enquanto outros foram aceitos tardiamente por falta de circulação na igreja universal, pois circulavam somente em certos
setores da igreja.
b)A autoria dos apóstolos ou dos discípulos dos apóstolos – Dentre os apóstolos temos as epístolas de Paulo e Pedro, e o Evangelho de João.
Dentre os discípulos temos os evangelhos de Marcos, e de Lucas, o livro de Atos, a epístola dos Hebreus e etc…
c)Livros segundo a tradição e a doutrina dos apóstolos – Lucas, Atos, Hebreus, Apocalipse e II Pedro.
d)Houve rejeição de livros escritos mais tarde, após o tempo dos apóstolos. Isso explica a rejeição final das epístolas de Clemente e etc…
e)Também foram rejeitados os escritos ridículos ou fabulosos – Entre esses podemos enumerar a maior parte dos livros apócrifos, o 7º evangelho de Tomé, os evangelhos de André, os Atos de Paulo, o
Apocalipse de Pedro e etc…
f)Uso universal por parte da igreja inteira – Alguns livros foram aceitos apenas por determinados setores da igreja, ou somente por alguns indivíduo.

Finalmente os 27 livros do Novo Testamento foram aceitos e passaram a ser universalmente usados na igreja cristã. É o que temos hoje como a parte da bíblia que trata da igreja primitiva e sua origem autêntica.

Os princípios da descoberta da canonicidade

TESTE PARA A INCLUSÃO DE UM LIVRO DO CÂNON NA BÍBLIA

Não sabemos exatamente quais foram os critérios que a igreja primitiva usou para escolher os livros canônicos. Possivelmente houve cinco princípios orientadores, empregados para determinar se um livro do
Novo Testamento era ou não canônico.

Se era ou não Escritura. Geisler e Nix registram esses cinco princípios: 32/141
1) Revela autoridade? – veio da parte de Deus? (Esse livro veio com o autêntico ” assim diz o Senhor”?)
2) É profético? – Foi escrito por um homem de Deus?
3) É autêntico? (Os pais da igreja tinham a prática de “em caso de dúvida, jogue fora”. Isso acentua a validade do discernimento que tinham sobre os livros canônicos”).
4) É dinâmico? – veio acompanhado do poder divino de transformação de vidas?
5) Foi aceito, guardado, lido e usado? – foi recebido pelo povo de Deus? Pedro reconheceu as cartas de Paulo como Escrituras em pé de igualdade com as Escrituras do Antigo Testamento (II Pedro 3:16).

Para ler a primeira parte desse estudo acesse AQUI

Aguarde a continuidade do nosso estudo sobre a credibilidade da bíblia na parte III.

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